“Água mole, em pedra dura, tanto bate, até que fura”. Esse é um famoso ditado que pode exemplificar o pedido de licença do vereador Fabrício Dalcastagné sobre sua função de presidente do MDB de Timbó. Fazemos essa comparação pois, há um bom tempo, havia atritos e discordâncias entre as partes.
O vereador foi nomeado presidente do partido no ano passado. Após pedir licença da presidência, Fabrício não necessariamente sai do partido. Isso porque o período legal para mudanças é em março 2020. Mesmo que ele tenha que ficar no partido por cerca de 12 meses, ao que tudo indica, o desejo do vereador é de mudanças.
O que acontece com o MDB?
Com o afastamento do vereador Fabrício, quem ganha ou perde nessa decisão? Como em todas as siglas, a primeira disputa acontece realmente dentro dos próprios partidos. É comum. Mas no MDB a queda de braço foi mais profunda. Há alguns anos existia uma ala mais conservadora, contrária aos posicionamentos de Fabrício, e que apostavam que o vereador talvez nem se elegesse.
Após ser eleito como o parlamentar mais votado da história do MDB de Timbó, a ala perdeu força e se viu obrigada a se conformar com o crescimento interno de Fabricio no partido, ao ponto de assumir a presidência.
Mesmo assim, sempre ocorreu a desconfiança de ambos os lados. Fabrício não sente confiança de que receberá de fato apoio para ser o líder na jornada em que o partido vai entrar no ano que vem, com condições de ser o candidato a prefeito.
Integrantes antigos do partido não sabem se Fabrício terá o espírito de ouvi-los, que é como normalmente alas mais antigas gostam de ter os egos massageados. Especialmente eles tendo o poder de ditar os rumos da política. E parece que o vereador Fabrício não cede para o grupo em questão.
Quem perde?
Com sua provável saída, o partido perde o vereador mais votado da cidade. Perde um nome bem cotado para ser candidato a prefeito, tendo a chance de o partido recuperar o prestígio de ter um prefeito.
O MDB não consegue emplacar prefeitos na região há muito tempo. Provavelmente é o pior momento do partido em nossos municípios em todos os tempos. Por outro lado, se a sigla conseguir achar um nome à altura, pode conseguir uma carta que tenha um relacionamento mais fraternal com a “velha guarda”, que hoje dita as normas internas.
Qual partido será o destino do vereador Fabrício?
Daqui em diante as conversas devem agitar os bastidores. Com os desentendimentos que demonstram a base governista, pelo vereador Douglas Marchetti e o prefeito Jorge Krüger, pode acontecer do vereador se aproximar com algum dos lados, como também de buscar um caminho em parceria com o vereador John Adriano Schwartz. Confirmando sua saída do partido, daqui alguns meses, Fabricio pode estar livre para configurar uma das posições mais confortáveis possíveis: tornar-se um importante fiel da balança.
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